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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fernando de Noronha * (09/01/2010)

       Acordamos novamente às 07:30h, para poder encontrar a Máh e o Rodrigo às 08:00h aqui na pousada. O café da manhã continua muito bom. Perdemos o ônibus 3 minutos antes deles chegarem, então só fomos pegar outro eram quase 09:00h. Soltamos na entrada da trilha pra Praia do Sancho, perto do aeroporto. Andamos um pouquinho e logo chegamos nela, mas dessa vez não descemos as escadas, ficamos apenas no mirante tirando fotos, o visual estava lindo. Não tanto quanto deve ficar em setembro, mas pra mim, já é uma das paisagens mais bonitas que vi na vida. Seguimos a trilha em direção ao mirante da Baía dos Porcos, no meio do caminho escutamos um guia dizer ao grupo dele que aquela vista (a da Praia do Sancho), tinha sido considerada a vista mais bonita do Brasil, e realmente, eu concordo plenamente.  
       Essa parte da trilha fedia bastante, estávamos exatamente embaixo das árvores onde as “viuvinhas” (uma ave pequena, toda preta) fizeram seus ninhos, e se encontravam em abundância ali, interagindo com uma ou outra “noivinha” (uma ave também pequena, mas toda branca).

Vista do mirante para a Praia do Sancho


Viuvinhas na árvore
Andamos só mais um pouco e chegamos ao local que eu tanto queria, o mirante em que podia se ver o Morro Dois Irmãos e a Baía dos Porcos ao mesmo tempo, um visual indescritível, meu preferido na ilha (na verdade votava nele pro visual mais bonito do mundo). Ficamos tirando várias e várias fotos ali, desde as mais tradicionais, até umas que eu tinha impresso, porque queria exatamente igual (hahaha, #alocka), e também as de poses, com a mão em cima dos dois morros, apoiada de pezinho levantado, enfim... essas coisas tosquinhas, rs.
Mais adiante do mirante tradicional, cercado por cordas, achamos uma pedra que era muito melhor para as fotos, se enquadrava perfeitamente na paisagem, as fotos ficaram lindas.

Vista do Morro Dois Irmãos com a Baía dos Porcos
Essa nem foi das que eu queria igual, foi espontânea msm, rs
De lá voltamos para a Praia do Sancho para poder pegar a trilha em sentido contrário, que daria na Baía dos Golfinhos. Não estávamos indo no horário “correto”, que seria para ver a entrada deles na Baía, mas pra isso teríamos que madrugar (recomenda-se chegar lá às 06:00), e mais de perto do que a gente já tinha visto eles era impossível, capaz até de acharmos “sem graça”, então resolvemos ir mais tarde mesmo, só para apreciar a vista. Essa trilha durou bem mais, passamos por vários mirantes de tempos em tempos, passamos também por duas pontezinhas, onde uma em períodos de chuva, é onde desce a cachoeira da Praia do Sancho. Quando chegamos ao mirante dos golfinhos, estavam lá duas biólogas fazendo seus trabalhos, e duas turistas. Sentamos em um banquinho de frente para a baía, mas aparentemente não haviam golfinhos lá embaixo. A menina do Ibama nos ofereceu binóculos pra podermos observar melhor, e aí sim conseguimos ver alguns, mas bem de longe, fora da Baía. Eles estavam nadando com as embarcações que passavam, assim como tinham feito com a nossa. Ficamos um tempinho ali observando, mas realmente eram muito poucos pra ver, e muito longe, mas valeu pela vista, que também era lindíssima.
No caminho de volta encontramos com um teju bem na trilha, mas eu acabei gritando sem querer para chamar Thiago pra ver e ele acabou indo embora.

Mirante dos Golfinhos
         Almoçamos de novo no Flamboyant, já que ele é self service podíamos controlar bem a quantidade, comer bem pouco, já que a noite tínhamos o Festival Gastronômico do Zé Maria.
         Ficamos na pousada esperando e o pessoal da Blue Marlin foi nos buscar no horário exato, com nossos nomes na lista, tudo certo dessa vez pra fazer o passeio da Atalaia. A van passou em mais uma outra pousada e nos deixou na Vila do Trinta, de frente para a entrada da trilha, agora todos tem que ir primeiro na Atalaia e só depois fazer a trilha, acho que devido ao uso do protetor solar, que é proibido, e dessa forma eles tem um pouco mais de controle. Ficamos sentados em uma barraquinha esperando nosso horário, que a princípio seria 14:30h, mas passou pras 15:00h. Nossa guia se chamava Sabina, uma alemã que veio de férias pra Noronha, conheceu um ilhéu e se apaixonou, ficaram enrolando por um tempo com o namoro a distância e então resolveram se casar, e ela veio morar aqui. Super disposta, muitíssimo simpática, mas com uns foguetinhos nos pés, nossa, como ela andava rápido, o ritmo da caminhada foi bem puxado. No nosso grupo tinham ainda mais duas meninas. Na porta da trilha fica sempre um fiscal do Ibama controlando a entrada, conferindo nome por nome. Andamos uns 20 minutos da entrada até chegar na Praia da Atalaia, lá tinham mais 3 fiscais, e eles só liberavam o banho de 30 em 30 minutos, com grupos de no máximo 25 pessoas. Sabina nos disse que ontem encontraram até filhote de tubarão lá, mas como sempre, na nossa vez não tinha nenhum. A Atalaia é uma espécie de berçário de Fernando de Noronha, a maioria das espécies existentes aqui a gente encontra lá quando ainda são filhotes, é uma piscina natural, formada no começo na praia devido a um paredão de rochas. Vi muitos peixes, realmente filhotes, os peixes cirurgiões que eu tanto vi no Sueste, aqui bem pequenininhos, sargentinhos, donzelinhas-das-rocas, um peixe bicudinho parecido com um peixe espada... lá a gente não pode pisar no chão enquanto está na piscina, por risco de matar os corais, que no começo eram 10 espécies, e hoje são apenas 3.

Praia da Atalaia

Praia da Atalaia
De lá prosseguimos então com a trilha longa, que pega parte do Mar de Fora. Passamos por um mirante em que pudemos ver uma caverna nas pedras, com as ondas batendo, tudo aqui é lindo.
Um pouco mais a frente chegamos à segunda piscina natural da trilha, nessa eu não me aventurei, a profundidade era de quase 3 metros. Ficamos eu, Máh e Sabina do lado de fora, nas pedras conversando, enquanto o resto entrou. A piscina era rodeada por pedras em todos os cantos e muitos caranguejos. Lá dentro os meninos viram muitos peixes também, e em maior quantidade que na Atalaia, e ainda umas moréias pequenas. Mas essa eu também vi, logo abaixo de nós em uma outra pedra, também tinha uma moréiazinha.
Continuamos o passeio, dessa vez completamente em cima das pedras, não tinha outro caminho, uns 3 km sobre as pedras, alguns trechos com elas bem pequenas ou bem grandes, fácil de pisar, outros com umas médias um pouquinho mais complicado. Mas como haviam avisado, todos estávamos de tênis e foi bem tranqüilo, até gostei da aventura. A terceira piscina natural ficava na Praia das Caieras, rasa também, com 1 m de profundidade hoje, mas mesmo assim eu não quis entrar, estava começando a escurecer e certamente ficaria com frio. Fora as lagartas de fogo que por ali habitavam, me disseram que queimava muito e fiquei com medo.
Dessa vez as outras duas meninas também não entraram, só Thiago e Rodrigo, eles ficaram um bom tempo procurando, mas também só viram peixes e moréias, necas de tubarão. Engraçado que todo mundo vê, menos a gente... Ontem nessa mesma piscina a Sabina disse que tinham 7 tubarões, como pode? Eles devem ter algum sensor sobre nós... Terminamos a trilha perto do posto de gasolina no porto, e a van já estava lá nos esperando. Chegamos na pousada eram umas 19:10h, e fomos nos arrumar pra noite.

A segunda piscina natural

Moréia
A parte mais difícil do caminho de pedras
O jantar começava às 20:30h, e como chegamos 20 minutos mais cedo resolvemos olhar uma lojinha que tinha ali perto. Comprei uma camisa pro meu pai e Thiago uma pra tia dele, todas muito bonitas e o melhor, em promoção! rs. Fomos então para o restaurante do Zé Maria, a nossa mesa era bem no fundo, mas o bom é que a parte em que a gente estava tinha cobertura retrátil, então além de jantar a luz de velas (o que está sendo cada vez mais freqüente aqui), jantamos sob o céu estrelado, perfeito. Assim que todas as pessoas estavam acomodadas, o Zé Maria (uma figura rechonchuda, despojada, barbuda e cabeluda, com voz fina) chamou para que ficássemos ao redor da mesa e então a chef de cozinha Camila nos apresentou cada prato. Tinha desde churrasco, com picanha bovina e suína, pernil de cordeiro e peixe na folha de bananeira, passando por strogonoff de polvo, de avestruz, de camarão, camarão ao molho 4 queijos, 3 tipos de arroz (branco, com laranja e manga e com ervilhas e camarão), paella, camarões fritos... até comida japonesa.
Comecei empolgada, mas com a primeira garfada veio quase tudo de volta, me segurei pra tentar comer as coisas, mas o gosto estava muito forte, temperado demais. O camarão do molho 4 queijos com casca, e ainda peguei carne de sol sem querer, resumindo, fiquei enjoada logo de cara. Tentei comer mais algumas vezes, o strogonoff de avestruz até que era bom, mas a carne é bem dura. Fiz 3 pratos, mas contando tudo foi como se não tivesse comido nem 1 inteiro. Única coisa que eu achei deliciosa mesmo, foi uma farofa de pão velho, nossa, crocante, indescritível, bem que o Zé Maria avisou, que não podíamos sair de lá sem experimentar essa farofa. A Máh foi pelo mesmo caminho que o meu, gostando apenas um pouquinho mais, já Thiago e Rodrigo se fizeram, adoraram tudo, comeram 5 pratos e aprovaram todos os itens. Valeu a noite pela alegria dos dois. Após o jantar o Zé Maria chamou novamente para que nos fosse explicado as sobremesas, agora sim, me realizei naquela mesa. Tinha bolo de chocolate, brigadeirão, mousses, escondidinho de uva, torta romeu e julieta, pudim de leite, salada de frutas, torta de limão, licores, e mais um monte de coisas que eu esqueci.
Com tudo isso acabei comendo só 3 pedaços, estava muito enjoada do jantar e fiquei com medo de passar mal. Experimentei do pudim de leite (o da minha mãe é muito mais gostoso, hahaha), a torta de limão (que estava maravilhosa) e a torta romeu e julieta (sem palavras, disparada a melhor sobremesa, preciso pegar essa receita um dia). A Máh também comeu pouco, ela não pode comer muito doce senão passa mal, mas já Thiago e Rodrigo novamente fizeram a festa, montaram 2 pratos regados, com umas 5 variedades em cada. Depois que todo mundo se deu por satisfeito, o Zé Maria chamou novamente, dessa vez para que dançássemos ao som da “Banda Hidropônica”, que nada mais era do que os garçons, mas caramba, muito legal! Tocou de tudo, samba, MPB, marchinha, forró, até rock, que um cliente ficou imitando o Mick Jagger, correndo de um lado pro outro, deitando no chão... hilário! Saímos de lá eram 23:30h, e voltamos pra pousada pra dormir.

Parte das comidas da mesa

Sobremesas

O povo dançando, atentem para a figura do Zé Maria, de azul! rs

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